Quantas vezes você disse "Bom Dia" ao desconhecido que passa na rua? Na maioria das vezes, tomou a iniciativa ou apenas respondeu? Se a resposta for positiva para a primeira opção, parabéns! Você não vai mundar o mundo, mas está de bem ele. Faço essa observaçãoo para destacar que nós, seres humanos, continuaremos a culpar os outros (o mundo) por nossas tristezas e decepções enquanto não percebermos que cada escolha certa ou errada do caminho é feita por nós mesmos.
Agimos como se terceiros (pais, irmãos, amigos, vizinhos) tivessem que se adequar à nossa exigência e, por essa postura rígida pagamos o preço da decepção, do sofrimento, do ressentimento e de outros derivados do orgulho ferido. Comecemos então a fazer as pazes com o mundo e ele nos será recíproco. Experimente dar Bom Dia a dez pessoas que cruzarem seu caminho na rua e vai perceber que, no mínimo, nove responderão positivamente ao seu cumprimento.
Parece bobo, mas é através de gestos simples como esse percebemos que não estamos tão sozinhos, e que o outro, assim como nós mesmos, muitas vezes precisa apenas de um "Bom Dia" para se sentir importante. Por meio de dessas pequenas atitudes perceberemos que a mudança no mundo começa quando nos disponibilizamos a nos tornar melhores. Passo então a dar exatamente o que gosto de receber: carinho, atenção, respeito, compaixão e solidariedade.
É certo que existirão os que não estarão dispostos a ser reciprocos, tal qual aquele "1" dos 10 que não comrrespondeu ao Bom Dia. Porém, no exercício diário da mudança de comportamento, percebemos que o carinho da maioria supera essas exceções. Esse primeiro passo nos impulssiona a olharmos para dentro de nós mesmas e identificarmos defeitos de caráter como o orgulho, a arrogância, a prepotência e a ira. Uma vez identificados, passamos a exercitar as tentativas de eliminação de cada um deles.
Ésse exercício diário leva à concepção de que os valores mais importantes da vida são aqueles que o dinheiro não compra, à exemplo do respeito, a admiração, a amizade sincera e o amor. Nesse caso, aproveito para deixar aqui a definição do amor no ponto de vista do psicoterapeuta M. Scott Peck, em seu livro, A Trilha Menos Percorrida: "Embora o ato de nutrir o crescimento espiritual do outro tenha o efeito de alimentar o nosso, a distinção entre o eu e o outro é sempre preservada - essa é uma das principais características do verdadeiro amor". Ele diz que quem oferece se sente tão bem quanto o que recebe, e, ainda, que quem ama verdadeiramente torce e contribui para o crescimento do ser amado.
Nenhum comentário:
Postar um comentário