Durante muitos anos te odiei por desprezo às tuas atitudes e por identificar-me com o que falavam de ti. Muitas vezes pedi a Deus que me livrasse desse sentimento corrosivo (o ódio), mas, só consegui êxito quando passei a me colocar no teu lugar, meu irmão. A partir desse momento te perdoei. Senti que o perdão é uma dádiva que não tem preço. Ele nos torna melhores como seres humanos. Nos aproxima de Deus.
domingo, 25 de março de 2012
quarta-feira, 21 de março de 2012
Os Passos de Alcoólicos Anônimos
Os Doze Passos de Alcoólicos Anônimos – voltados para a reformulação de vida dos dependentes químicos em recuperação – podem ser utilizados por qualquer pessoa que não sofre com a doença, isto é, que não têm problema com bebida, mas que deseja alcançar algum grau de crescimento interior baseado na auto-avaliação.
Em um breve resumo vou sintetizar os que considero – na minha humilde avaliação – como sendo os principais deles. O Primeiro Passo: “Admitimos que éramos impotentes perante o álcool – que tínhamos perdido o domínio sobre nossas vidas”, é o momento em que o alcoólatra “joga a toalha”, se rende ao fato de que tem um problema com a bebida e que precisa de ajuda para frear o consumo.
O Segundo Passo: Viemos a acreditar que um Poder superior a nós poderia devolver-nos a sanidade”, sugere que o alcoólatra busque em Deus – na forma que cada um O concebe – a força necessária para se manter sóbrio. Alguns membros chegam a se amparar nos grupos de mútua ajuda como se esses fossem sua religião. Eles encontram a presença de Deus no depoimento de companheiros que atravessaram o inferno da dependência química e, uma vez livres da compulsão, reconquistaram mais do que haviam perdido.
O Terceiro Passo: “Decidimos entregarnossa vontade e nossa vida aos cuidados de Deus, na forma que O concebíamos”, sugere um mergulho nos braços de Deus, o que alguns costumam chamar de um “salto no escuro”. O Quarto Passo sugere um mergulho em sí mesmo para um inventário moral. Os passos seguintes orientam sobre uma nova relação com o mundo – família, trabalho, etc.
Resumindo: uma vez que se identifica e se assume a própria fraqueza sobre alguns defeitos de caráter (como o orgulho, a arrogância, a ira e outros) passa-se a trabalhar a eliminação deles. A reformulação de vida está ao alcance de todos. Vive-se um “dia de cada vez”, tornando-se melhor a cada momento como pai, filho, irmão, amigo, patrão, empregado, enfim, como ser humano.
quinta-feira, 15 de março de 2012
A força que vem da fraqueza
Digo e repito que poucos seres humanos têm tanto respaldo para falar de superação quanto os dependentes químicos em recuperação. Seja o viciado em álcool, drogas ou as duas substâncias juntas. Uso o termo “viciado” no tempo presente, porque a dependência química é uma doença incurável, o que significa que não existe ex-alcoólatra ou ex-drogado. O trabalho de recuperação dura a vida toda. Por isso se usa o termo: “Um dia de cada vez”, entre àqueles que passaram a cultivar a sobriedade nos grupos de mútua-ajuda.
Poucas pessoas passaram por tantas aflições, medo, solidão e sentimento de desamparo quanto os dependentes químicos durante seus anos de vício ativo. O difícil não é parar de beber ou de usar outras drogas. Difícil é se manter sóbrio diante da oferta do traficante, da propaganda de bebida na TV e dos “amigos”, além das dificuldades que cada um enfrenta nesse processo, seja nos revezes da abstinência ou na falta de confiança dos parentes. Tudo pesa para baixo e para enfraquecer àqueles que perseguem a sobriedade. E é ai que mora o paradoxo: A fraqueza se transforma em força.
Poucos seres humanos têm tanto a ensinar sobre o poder da serenidade, humildade e simplicidade quanto os que emergiram dos fundos de poços da dependência química. Eles sabem quantas vezes morreram como homens (e mulheres) e quantas vezes desejaram estar realmente mortos. Eles, que provaram da vergonha e da impotência diante do primeiro gole, trago, cheirada ou picada, sabem o quanto é difícil, mas, estão por ai para dizer que o impossível é só um pouquinho mais difícil. A lição de superação dada por eles serve para o enfrentamento de todo e qualquer tipo de obstáculo. PENSE NISSO!
segunda-feira, 12 de março de 2012
A força que vem da fraqueza
A força que vem da fraqueza
Digo e repito que poucos seres humanos têm tanto respaldo para falar de superação quanto os dependentes químicos em recuperação. Seja o viciado em álcool, drogas ou as duas substâncias juntas. Uso o termo “viciado” no tempo presente, porque a dependência química é uma doença incurável, o que significa que não existe ex-alcoólatra ou ex-drogado. O trabalho de recuperação dura a vida toda. Por isso se usa o termo: “Um dia de cada vez”, entre àqueles que passaram a cultivar a sobriedade nos grupos de mútua-ajuda.
Poucas pessoas passaram por tantas aflições, medo, solidão e sentimento de desamparo quanto os dependentes químicos durante seus anos de vício ativo. O difícil não é parar de beber ou de usar outras drogas. Difícil é se manter sóbrio diante da oferta do traficante, da propaganda de bebida na TV e dos “amigos”, além das dificuldades que cada um enfrenta nesse processo, seja nos revezes da abstinência ou na falta de confiança dos parentes. Tudo pesa baixo e para enfraquecer àqueles que perseguem a sobriedade. E é ai que mora o paradoxo: A fraqueza se transforma em força.
Poucos seres humanos têm tanto a ensinar sobre o poder da serenidade, humildade e simplicidade quanto os que emergiram dos fundos de poços da dependência química. Eles sabem quantas vezes morreram como homens (e mulheres) e quantas vezes desejaram estar realmente mortos. Eles, que provaram da vergonha e da impotência diante do primeiro gole, trago, cheirada ou picada, sabem o quanto é difícil, mas, estão por ai para dizer que o impossível é só um pouquinho mais difícil. A lição de superação dada por eles serve para o enfrentamento de todo e qualquer tipo de obstáculo. PENSE NISSO!
terça-feira, 6 de março de 2012
Levanta, anda!
Levanta, anda!
Superação não é para qualquer um. É coisa de gente grande. Gente forte. De gente assim, como nós dois e tantos outros escravos do medo. De pessoas tantas vezes afrontadas pelo descaso e pela solidão dos dias mornos. Nesses momentos descobrimos forças desconhecidas de nós próprios. Nos reerguemos da lama e do charco que consumiu a nossa moral, o respeito próprio e o dos outros em relação a nós. Quantos nos torceram o nariz, não foi? Você se reergueu e caiu novamente. Mas, a queda - assim como o levantar - é normal para os que buscam a liberdade. Gente como eu e você.
Por isso, meu irmão, o que estais ainda fazendo nesse fundo de poço? Estou te esperando para aqueles passeios de carro na estrada de Senador Guimard, às idas ao aeroporto e ao caldo de cana que a gente parava para tomar enquanto conversava sobre nós mesmos e o mundo. Lembra? Sei que lembra! A droga e o álcool não são mais poderosos do que o amor e as recordações de dois irmãos.
Te disse que nunca mais te odiaria, e não importa o que falem de ti, estarei sempre do teu lado. No entanto, nada posso fazer diante da tua recusa em reagir contra a dependência que te consome os dias. Só quero que saibas que não estais sozinho. Não tenha medo. Enxugue as lágrimas. EU ESTOU AQUI. Levanta, anda!
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