A força que vem da fraqueza
Digo e repito que poucos seres humanos têm tanto respaldo para falar de superação quanto os dependentes químicos em recuperação. Seja o viciado em álcool, drogas ou as duas substâncias juntas. Uso o termo “viciado” no tempo presente, porque a dependência química é uma doença incurável, o que significa que não existe ex-alcoólatra ou ex-drogado. O trabalho de recuperação dura a vida toda. Por isso se usa o termo: “Um dia de cada vez”, entre àqueles que passaram a cultivar a sobriedade nos grupos de mútua-ajuda.
Poucas pessoas passaram por tantas aflições, medo, solidão e sentimento de desamparo quanto os dependentes químicos durante seus anos de vício ativo. O difícil não é parar de beber ou de usar outras drogas. Difícil é se manter sóbrio diante da oferta do traficante, da propaganda de bebida na TV e dos “amigos”, além das dificuldades que cada um enfrenta nesse processo, seja nos revezes da abstinência ou na falta de confiança dos parentes. Tudo pesa baixo e para enfraquecer àqueles que perseguem a sobriedade. E é ai que mora o paradoxo: A fraqueza se transforma em força.
Poucos seres humanos têm tanto a ensinar sobre o poder da serenidade, humildade e simplicidade quanto os que emergiram dos fundos de poços da dependência química. Eles sabem quantas vezes morreram como homens (e mulheres) e quantas vezes desejaram estar realmente mortos. Eles, que provaram da vergonha e da impotência diante do primeiro gole, trago, cheirada ou picada, sabem o quanto é difícil, mas, estão por ai para dizer que o impossível é só um pouquinho mais difícil. A lição de superação dada por eles serve para o enfrentamento de todo e qualquer tipo de obstáculo. PENSE NISSO!
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